Apatia da Final Crisis
29 Maio 2008
Finalmente chega ao mercado (gringo) o primeiro volume da (dita) Final Crisis, nova minisérie da editora DC, e prometendo acabar de vez com as idas e vindas de personagens, realidades, temporalidades e outras coisas que acabam com a paciência dos leitores antigos e afasta os novos.
Teoricamente, isso quer dizer que vão colocar a casa em ordem com nos idos de 1985, com a primeira crise, e tentar apagar o fracasso que foi a segunda crise, Infinite Crisis, publicada em 2005.
Pra uma primeira edição, seria de se esperar todo o tipo de acontecimentos bombásticos, dezenas de personagens por página, ritmo alucinante, paleta de cores primárias, entre outras coisas. Mas o que vemos é uma história parada,narrada pelo veteraníssimo Grant Morrison, mas que não empolga de forma alguma, mesmo acompanhada da arte de J.G.Jones, que também não apresenta nada muito além do trivial, chegando em alguns momentos a ser abaixo da média dos seus trabalhos anteriores.
Expectativas em relação ao andamento da estória? Dificilmente vou continuar acompanhando, mesmo porque tem algumas coisas bem mais interessantes sendo lançadas e merecem ser lidas e indicadas, sem contar que se quiser levar a sério essa brincadeira da Crise, vai ter que acompanhar 31 edições por 8 meses. Vale a pena no final? Se depender do histórico apresentado na mini anterior, seria um não retumbante, mas como dessa vez o Morrison está a frente do roteiro, e levando-se em conta que, pelo menos no meu caso, ele geralmente acerta a mão, esperemos que a DC consiga sair dessa onde de mediocridade que se colocou nesses últimos anos.
